Games novos VS. Games antigos
A briga eterna: o que um tem que o outro não tem?
Com a chegada das novas tecnologias, muitos diferenciais podem ser explorados nos jogos que antes não podiam. Vídeos em alta resolução, som em Surround 5.1, controle de multifunções e etc. As novas plataformas, hoje, oferecem uma inúmera gama de opções para os programadores.
Porém, ao meu ver, algo se perdeu: a essência.
Antigamente, empresas produtoras de games suavam sangue para condensar o máximo de informação nos cartuchos, e explorar o máximo de seus simples processadores de som e gráficos.
Como exemplo dessa época, temos diversos consoles: Atari, Intellivision, NES/Famicom, Snes/Super Famicom, Mega Drive/Genesis, Master System/Mark III, Game Boy e etc.
Com a entrada dos consoles em CD e da próxima geração de videogames, algo começara a se perder: as produtoras davam mais ênfase em detalhes como gráficos e sons e a jogabilidade, diversão e história se perdiam pelo caminho. Parecia que ninguém ligava mais se o jogo era divertido ou não, o que importava era o balançar dos cabelos do personagem ou a trilha de som digital que o jogo continha.
Não digo que na época antiga as coisas não eram assim: antes, também havia muitos jogos péssimos feitos para os consoles da velha guarda. Os últimos títulos do Atari e alguns de NES, Master System e SNES são praticamente descartáveis.
A diferença é que isso acontecia pouco. Eram poucos os jogos ruins lançados, visto que produzir um jogo era caro, trabalhoso e demorado. Tinha que ser algo bem-feito.
Ainda, antes não havia uma concorrência tão acirrada, não havia acesso às informações de forma tão fácil e dinâmica como hoje. A evolução da tecnologia permite levar menos tempo para se desenvolver um jogo, a um custo menor e com divulgação mais ampla. O que acontece? O mercado torna-se canibal: quem não mostra sua cara, é devorado. Quem faz um jogo hoje e não faz outro amanhã, é devorado. Quem não faz um jogo com gráficos 3d sensacionais e com som de cinema, é devorado. O que aconteceu com aquele sonzinho de processador 8 bits e do personagem com pouco mais do que 200 pixels?
Muito se perdeu em detrimento do mercado.
Claro….surgiram jogos sensacionais em meio à nova safra de games. Divisores de águas, referências de trabalho.
O que acontece é que, hoje, eles são em menor número. E para que isso mude, devemos nos tornar mais exigentes: saber investir melhor nosso dinheiro em algo que tenha um retorno mais enriquecedor.
Claro, é difícil falar isso no Brasil, um país onde a pirataria impera, onde jogos originais custam os olhos da cara e onde nenhuma empresa de games se atreve a entrar devido às altas taxas de impostos. Mas isso é assunto para outro post.
Porém, insisto: isso só pode mudar se nós, jogadores, novos ou velhos, retrôs ou atuais, tornamo-nos mais exigentes.
E a exigência, infelizmente, só vem com a experiência.
Aos mais novos, deixo meu apelo: não dêem valor a um jogo só porque é bonito. Gostem dele pelas razões certas. Aprendam sobre os jogos antigos (não precisam gostar), mas respeitem….e à medida em que fizerem isso, ganharão informações importantes para exigir mais e melhor dos jogos.
Afinal, estamos cansados de sermos tratados como crianças….mesmo sendo crianças eternas.
Até.
Cristiano Kolling
em 25 Maio, 2006 em 2:18 am
…falou tudo. É isso mesmo =)
E lembrando: abaixo os jogos de explodir puta!
em 15 Novembro, 2007 em 6:07 am
Isso mesmo cara!
perfeito, tenho 14 anos, experimentei de tudo, mas posso garantir, nenhum jogo atual se compara a diversão proporcionada com aqueles antigos!
Como você disse, esqueceram da essência!
Hoje mesmo estou baixando vários jogos antigos para eu emular no meu ps2, cansei =/